O Kântele na Atividade de Terapia Musical na CEI Peinha e CEI Associação Comunitária Monte Azul

Pequeno trecho retirado do artigo: Atividade de Terapia Musical na CEI Peinha e CEI Associação Comunitária Monte Azul

Atualmente, devido às situações sociais e a estruturação da família, as crianças, desde tenra idade, são educadas e passam boa parte do seu dia nos berçários, creches e escolas. Devido a isso, nós pedagogos devemos, em conjunto com os outros profissionais envolvidos na educação e saúde destas crianças, pesquisar, estudar, refletir e analisar constantemente os fatores que podem colaborar na aplicação de uma pedagogia sanante para a primeira infância. Lembramos que a educação durante a primeira infância é fundamental para a formação neurológica da criança; é nesse período que são lançadas as bases para o desenvolvimento cognitivo, intelectual, ético, moral e da saúde do adulto. Visando oferecer a criança elementos salutares e harmonizadores em sua educação fazemos uma releitura, dentro dos conhecimentos da Pedagogia Waldorf, utilizando a música como Educação-Terapêutica.

Nos Jardins de Infância da Peinha e Monte Azul temos desenvolvido práticas de Musicoterapia com crianças de dois a seis anos, utilizando o instrumento chamado Kântele, cujas cordas são montadas sobre uma caixa acústica de madeira que recebe afinação da escala pentatônica (ré-mi-sol-la-si-ré’-mi’). Essa escala permite trabalhar com intervalos musicais e melodias apropriadas para o estado anímico normal das crianças com até nove anos de idade.

Com esta prática as crianças vão se harmonizando dentro dos seus estágios, resgatando forças vitais sanadoras e ao mesmo tempo através da música aprendendo o que precisam nos dias atuais, sem exigir do seu intelecto esforços unilaterais. Considero de suma importância este trabalho para o futuro da individualidade das crianças e para as Creches dos nossos dias.

Durante toda história das Escolas Waldorfs no mundo e no Brasil desde 1954 os Jardins de Infância foram contemplados pela música, especialmente as que utilizam a escala pentatônica. Nos Jardins da Monte Azul e Peinha usamos como caminho terapêutico esta escala, em conjunto com a voz, o kântele, a flauta pentatônica, o metalofone, címbalos, a arte da fala, e os contos da época.

 

A música  une a criança e os educadores a verdades universais e eternas.

IVONE NUNES DA SILVA SANTA
Educadora Terapêutica – Terapia Social

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